Julliverianas


04/01/2010


 
 

Entrevista - Julliver de Edril

 

Julliver é o filho mais novo do rei de Edril. Ao contrário de seus irmãos mais velhos, ele sempre teve uma personalidade caótica e irrequieta, aos quinze anos, fugiu de casa e foi morar com os elfos, com os quais aprendeu muito sobre a música e a magia bárdica. Viveu vários anos como um exilado, e agora planeja voltar a Edril e devolver a liberdade a seu povo, mesmo que para isso tenha que lutar contra seus próprios irmãos.

Apesar de ter treinamento de combatente e ser rápido e mortal no manejo da rapier, Júlliver prefere deixar o combate sempre como última opção, utilizando sua música e magias de encantamento para derrotar seus adversários mesmo sem derramar uma única gota de sangue.

Atualmente, Júlliver é casado com a belíssima elfa Phéollen, e conquistou a amizade e confiança de Wirdax, uma jovem dragoa de cobre com um senso de humor muito peculiar,

Na verdade, Júlliver sempre teve um fascínio especial por dragões, criaturas tão sábias quanto poderosas, chegou a aprender dracônico, mas ainda não teve a oportunidade de utilizar, a não ser com Wirdax.

Um dos planos de Julliver a longo prazo é percorrer toda a Marfa atrás dos mais poderosos dragões (bons ou maus) e coletar histórias (ou fazer história) a respeito desses seres.

Outra característica que diferencia Júlliver dos bardos comuns é o fato dele sempre agir (muitas vezes antes mesmo de pensar, o que as vezes o coloca em maus lençóis), enquanto outros preferem ficar em segundo plano.

Julliver odeia injustiças e está sempre pronto para defender qualquer criatura mais fraca, mesmo que isso o coloque em situações de risco.

 

Fale um pouco a respeito de sua infância em Edril.

As primeiras lembranças de infância que tenho são tranqüilas, por ser o filho mais novo, as obrigações e responsabilidades de um príncipe de Edril chegaram até mim mais tarde. As primeiras instruções militares foram recebidas com alegria, já que as pessoas mais velhas sempre me contavam histórias de grandes generais em belas armaduras, comandando exércitos grandiosos, combatendo dragões mortais e resgatando belas donzelas... Confesso que nunca me interessei muito pelas belas armaduras, os exércitos ou os combates com os dragões, e sim pelas belas donzelas... Mas isso foi suficiente para que eu mantivesse minha disciplina no período inicial de treinamento...

 

E de onde veio o gosto pela música, e a opção de ser bardo ao invés de guerreiro?

Os salões do castelo real em Edril sempre foram cheios de boa música, grandes bardos animavam os jantares da família real, de certa forma isso sempre me atraiu... A alegria dos bardos contrastava com a seriedade e a disciplina dos militares, Além do mais, a essa altura do campeonato eu já estava cheio do treinamento militar... Era sempre assim: Alguém me contava uma estória bonita da cavalaria e eu ficava todo empolgado, jurando que iria me esforçar para transformar num grande guerreiro... Uma semana depois eu enjoava daquilo e ia pro meio dos bardos ouvir música boa e me divertir.

 

E isso não incomodava o rei?

Começou a incomodar, na verdade ele temia que com o tempo eu me transformasse numa espécie de “bon vivant” e confesso que isso iria acabar acontecendo se eu continuasse na corte... Nessa época, meu irmão mais velho começou a assumir uma posição de destaque no governo, e ele era bem mais rígido que meu pai... A pressão para que eu levasse a sério a formação como guerreiro aumentou bastante... Pra piorar tudo, veio a morte de minha mãe...

 

Mas isso não fez com que a família se unisse?

Muito pelo contrário, todos éramos muito orgulhosos... Cada um procurou a sua própria maneira de fugir da dor... Meu pai gostava de caçar, viajava e ficava longos períodos longe de casa em caçadas... Deixando o reino nas mãos de meus irmãos... Meus irmãos mergulharam de cabeça nos “assuntos do reino”... e eu procurava diversão... Raras vezes nos reuníamos, e quando acontecia era briga na certa... Mesmo entre meus irmãos... A discussão a respeito do valor de um imposto, por exemplo, poderia facilmente terminar com ânimos extremamente exaltados.

 

Foi aí que decidiu sair de casa?

A idéia de sair de casa já tinha me ocorrido várias vezes, mesmo antes da morte de minha mãe... Essa idéia foi crescendo com o tempo, mas eu não tinha a menor idéia de pra onde iria ou o que iria fazer... Muitas vezes eu saía sozinho do castelo, disfarçado, e perambulava pelas ruas ou tavernas da cidade... Foi numa dessas aventuras que encontrei uma trupe de artistas élficos que estava de passagem pela cidade, fiquei impressionado com a música élfica e com a forma como aqueles elfos uniam música e magia de forma tão natural... Aproximei-me deles, apesar de toda a desconfiança natural que elfos sentem dos humanos, consegui convencê-los a me deixar acompanhá-los até a “a próxima cidade”, e continuei seguindo com eles... Passei então a fazer parte da trupe e me apresentar com eles, e segui com eles até chegar ao reino élfico.

 

E como foi a recepção dos elfos?

Pouco amistosa, como não poderia deixar de ser, elfos não confiam em humanos... Aqueles, menos ainda, mas Gildhon (o bardo que chefiava a trupe que eu acompanhava) me tomou como seu aprendiz e se responsabilizou pela minha presença... A princípio foi complicado suportar a atitude arrogante do elfos, mas depois acabei ganhando a confiança de alguns deles, sobretudo dos filhos do alto conselheiro (e mais ainda, de Aurena, a bela filha mais velha do conselheiro, se você me entende).

 

Fale mais a respeito do seu relacionamento com Aurena.

Em geral eu gostava da companhia dos filhos do alto conselheiro, eles eram bem humorados, gostavam de vinho e música, mas Aurena era diferente... Sempre estava séria e tratava de assuntos do reino... Tinha a idade relativa a uma humana de uns 20 anos, mas parecia ter até mais por conta dessa seriedade toda... E me tratava com o mesmo desprezo que a maioria dos elfos adultos. Começamos a nos aproximar quando eu, por acaso disse que havia tido treinamento militar... Ela me convidou a treinar com ela, mas a sua intenção na verdade era ter um humano como saco de pancadas... Mas eu não me importei, mesmo apanhando todo o dia, eu estava perto da elfa mais bela de todo o reino, e ainda podia tirar uma casquinha de vez em quando.

 

Ta, mas... pegou ou não pegou?

O que é isso, rapaz? Cadê o respeito? [risos] Então, quando eu comecei a viver entre os elfos, tinha apenas 15 anos, e parecia muito mais jovem que Aurena... Mas com o tempo fui crescendo, e aí já viu, né? As coisas foram acontecendo...

 

E foi por isso que você foi banido do reino dos elfos?

Ajudou... Muitas pessoas comentavam a respeito do nosso relacionamento, aquilo seria um escândalo, pelo fato de eu ser humano, dela ser filha do alto conselheiro e ter sido prometida a um lorde élfico desde o seu nascimento... Mas ninguém podia provar nada, então ficava naquilo.

Mas o que aconteceu na realidade é que a minha identidade verdadeira (filho desaparecido do rei de Edril) foi descoberta, aí o conselho élfico resolveu me banir, pro alto conselheiro isso foi bem conveniente, afinal de contas, algumas pessoas já comentavam em Edril que o príncipe havia sido raptado por elfos, e isso poderia causar um incidente diplomático.

Aí eu arrumei minhas coisas e fui embora...

 

Então você voltou pra Edril?

Não imediatamente, fiquei cerca de um ano vagando pelos reinos vizinhos, mas não ficava muito tempo em lugar nenhum, sempre que alguém descobria a minha verdadeira identidade eu tinha de me mudar, depois isso me cansou, tanto que resolvi voltar para Edril, já estava bem próximo dos 21 anos mesmo.

 

E como foi o retorno?

Fui surpreendentemente bem recebido! Tanto pelo meu pai quanto pelos meus irmãos, da parte do meu pai, acredito que era algo sincero, mas no que diz respeito a meus irmãos, existiam outros interesses. O rei estava ainda mais ausente das decisões governamentais, que ficavam quase todas a cargo de meus irmãos... E todos já estavam com os olhos ambiciosos voltados para o trono, disputando o apoio de cada nobre ou general. Obviamente todos queriam a minha confiança e apoio.

 

E o que você fez quanto a isso?

Procurei meu pai e disse que aquela situação não estava certa, que o reino iria acabar dividido ou em uma guerra civil, caso ele não interviesse. É claro que ele defendeu meus irmãos, disse que eu não entendia nada de política e tinha ficado “mole” na convivência com os elfos, eu tinha acabado de completar 21 anos, então resolvi sair de casa novamente, dessa vez como exilado, não como fugitivo. Foi então que segui para o norte, onde acabei encontrando o Micheleos e o Frodiel... aí vem a parte da história que todo mundo conhece, da Lúcifer e da guerra contra Fellowog.

 

E pro futuro, quais são os planos do Julliver?

De imediato, voltar para Edril e tentar ajudar a contornar a crise política/social/moral que se instalou por lá após a saída do meu pai, eu confesso que me sinto culpado por ter abandonado o barco quando percebi que tinha coisa errada... Não me vejo como um governante ou mandatário, mas me sinto na obrigação de ajudar a corrigir toda essa merda...

 

Como é ser um príncipe?

Até hoje só me deu trabalho, na corte eu não tinha liberdade, fora dela eu não tinha paz... Eu fui usado por Fellowog pra libertar a Lúcifer e depois precisei me envolver até a medula nessa guerra pra destruir a espada...

 

Os elfos são realmente tão perfeitos como se diz?

Eu observei algo a respeito dos elfos, um grande defeito, talvez pelo fato deles viverem muito, eles aprendem muito devagar, e a capacidade dos humanos aprenderem tudo de forma muito rápida os assusta bastante.

Lembro de quando comecei a treinar com Aurena, eu era bem mais fraco e menos habilidoso que ela, mas em pouco tempo, já era mais forte e lutava com ela de igual para igual, uma evolução que demoraria um século para acontecer entre elfos.

Também na música, bardos élficos passam anos apenas ouvindo os sons da natureza, para só depois de muito tempo pegar o instrumento e começar a estudá-lo, eu não tinha esse tempo todo, então tive de compensar fazendo tudo ao mesmo tempo, ouvindo, tocando, aprendendo a utilizar a magia através da música...

 

E os dragões?

São as criaturas mais fantásticas, poderosas e inteligentes de todas, mas ao mesmo tempo tão vulneráveis...

 

Como assim “vulneráveis”?

Dragões são extremamente orgulhosos, isso os torna um alvo fácil para qualquer trapaceiro que saiba alimentar esse orgulho... Isso pode ser tão perigoso quanto a lança de um grande guerreiro.

 

Categoria: Personagem
Escrito por Julliver às 22h31
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03/01/2010


Blog do Julliver

Boa noite, Macacada!

Bom eu deveria ter feito isso no primeiro post, mas sou blogueiro noob, então tô fazendo agora: Apresentando o Blog.

Pra quem não sabe, esse blog pertence ao Julliver, meu primeiro personagem de RPG, habitante de Marfa, o mundo de fantasia criado pelo Marlon e pelo Fabiano, que participou da campanha da Lâmina Imperdoável e agora participa da campanha Mandrágora.

A idéia básica desse blog é manter um registro mais detalhado das aventuras, já que como a gente joga muuuuito pouco, acaba esquecendo de detalhes preciosos, sobretudo nas campanhas do Marlon que são cheias de detalhes malditos e tramas interligadas do caralho (isso foi um elogio).

Com o tempo, além do registro das campanhas, pretendo enriquecer o blog com material sobre Marfa, perfis dos (muitos) NPC's que aparecem por aí, mais informações sobre o Julliver e os principais personagens que o cercam, além, é claro, de melhorar esse template HORROROSO do Uol Blog... e olha que foi o melhorzinho, e colocar algumas imagens pra tentar ilustrar a campanha...

Peço que os que participam da campanha colaborem corrigindo qualquer coisa que estiver fora do padrão aí, os que tem talento pra desenhar e quiserem enviar imagens, fiquem a vontade, e peço que também não dêem muita atenção à questão literária, eu não sou escritor, se fosse viver disso ia morrer de fome...

Esqueci de alguma coisa? sei lá... Abraços!

Escrito por Julliver às 22h37
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A Banshee - Epílogo

 

 

Chegando na terra da luz, reuniram-se com Spander, esse já havia sido informado por Razel e Goran das buscas de Julliver e Gnaltar e disse como poderia ajudá-los.

Dentro de alguns dias, Man Drake daria uma festa, Spander havia sido convidado, bem como Nadine de Lótus e nessa noite ele poderia obter as informações que fossem necessárias dos dois.

 

Alguns dias antes da festa, Goran teve de resolver alguns problemas nas bordas do reino, alguns monstros andavam incomodando aldeões na região, Julliver e Gnaltar seguiram com ele.

Na volta, ao se aproximarem da capital, viram uma enorme explosão vinda da cidade, ao aproximarem-se notaram que a explosão tinha ocorrido no laboratório de Razel, e essa havia desaparecido.

 

Naquela mesma noite, Spanderr retornou da festa de Man Drake, algo estranho havia acontecido com o anfitrião em sua despedida, mas antes disso, ele havia entregue a Spander o tomo vermelho que Julliver procurava, o bardo poderia agora completar a canção e a missão de Kiram.

Com Spander veio Nadine de Lótus e agora as questões referentes à pedra negra poderiam ser enfim sanadas.

 

 

Categoria: Aventuras
Escrito por Julliver às 20h29
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A Banshee (continuação)

O brejo das almas é o local onde Lúcifer, a espada maldita de Fellowogg foi encontrada, desde então o brejo secou, mas os habitantes das redondezas evitam a proximidade com o local, devido à má fama que lugar tem, e aos boatos a respeito da banshee.

Ao aproximar-se do local, até mesmo Julliver sente o ar mais pesado e o clima pesado e opressivo do lugar, Phéollen, Gnaltar e Micaela no entanto, são capazes de detectar a intensa maldade emanada.

O grupo desce pelas encostas do antigo brejo, chegando à área que anteriormente deveria ser alagada, uma névoa espessa cobre o local, tornando a sua aparência ainda mais sombria e doentia, não existe qualquer resquício de vegetação ou vida, apenas a poeira dançando ao vento.

Mais adiante o grupo sente o vento gélido ficar mais forte e logo começam a notar que alguns pedaços de pedra brotam do chão de maneira irregular, são lápides, muitas parcialmente quebradas ou destruídas pois aparentemente esse local é um cemitério ancestral, que foi revelado apenas quando o antigo brejo secou.

O grupo segue andando entre os túmulos, Gnaltar e Micaela vão a frente, Phéollen vem em seguida, Julliver e Wirdax por último, o bardo tem a impressão de que, a qualquer momento, criaturas irão surgir dos túmulos e cercá-los.

Logo à frente, todos avistam as ruínas de uma cripta, ao lado dessa cripta, um grande fosso, o qual parece estar cheio de ossos, o grupo continua a avançar em direção à cripta, preocupados com os túmulos que os cercam, nenhum deles dá muita atenção ao fosso, nenhum deles, menos Wirdax.

Subitamente, o dragão se lança em frente a Gnaltar, sendo atingido por uma enorme garra óssea surgida do fosso, Wirdax cai ferida entre os túmulos, atingida pelo toque gélido e mortal da criatura, enquanto Julliver, Gnaltar e Micaela lançam-se à frente dela.

A criatura enorme sai então completamente do fosso, é algo que lembra um dragão, mas sem as asas, como se fosse uma fusão de todos os ossos que estavam no fosso.

 

A batalha então começa, mas aparentemente apenas os golpes de Gnaltar causam prejuízo à criatura, esse escapa por pouco de um ataque da criatura, Micaela não tem a mesma sorte e sente como se parte da sua vida abandonasse o seu corpo quando é atingida pela criatura, no momento em que Gnaltar corre em direção a Micaela, Wirdax se recupera e sopra seu cone de ácido, agora sim danificando parte da montanha de ossos.

Até então Julliver havia obtido pouco ou nenhum sucesso em seus ataques. Convenhamos que atacar uma pilha de ossos com uma rapier não parece algo muito sensato, mas o bardo tinha uma carta na manga.

Julliver ainda não havia testado as habilidades mágicas de sua nova arma e sabia que bastava um golpe no ângulo certo para ativar essas habilidades. Por fim, do contato entre a ponta da rapier e os ossos da criatura emanou uma explosão de raios multicoloridos, os raios foram se dispersando lentamente, exceto o de cor azul, que envolveu a criatura, transformando ela em pedra.

Wirdax e Gnaltar então, encarregaram-se de despedaçar o monte de pedras na qual a criatura havia se transformado, devolvendo seus restos ao fosso.

 

Nesse momento uma criatura translúcida e incorpórea atravessou a parede de uma das laterais da cripta, era a banshee.

Felizmente, Phéollen foi a primeira a perceber a criatura, antes mesmo que o grupo ou a banshee tomassem iniciativa do combate, a elfa começou a tocar, Julliver reconheceu na hora a canção de proteção.

Sentindo-se seguros, Gnaltar, Micaela e Julliver saltaram sobre a banshee e mesmo a criatura sendo incorpórea, acabou afetada tanto pelos poderes divinos dos dois primeiros, quanto pela espada mágica de Julliver. Então a banshee gritou, e seu grito era realmente horrível e ficava ainda mais horrível devido à dor sofrida por ela, devido aos ataques dos heróis. Por um instante houve uma intensa batalha sonora entre o horror do grito da banshee e a beleza da melodia élfica vinda da flauta de Phéollen, então a banshee se calou e a elfa continuou, ninguém havia caído. O grito da banshee havia sido derrotado.

No entanto, a batalha continuou, reforçados agora por Wirdax, todos atacavam ao som da flauta de Phéollen, a banshee lançou um olhar cheio de ódio ao dragão de cobre e tentou atacá-lo de forma desesperada, sem sucesso, nesse momento, Gnaltar atingiu a criatura com mais um golpe, a criatura voltou o olhar de forma medonha para seu algoz, por um instante deu a impressão de que iria soltar outro grito horrendo, mas simplesmente desapareceu no vento.

 

Atrás da cripta, existia um enorme fosso, quase uma espécie de furna, o forte vento que soprava no local, parecia atraído por essa cavidade, Gnaltar aproximou-se da borda, mas não conseguia ver o fundo, resolveram então verificar a cripta arruinada.

Lá dentro, entre variados tesouros, encontraram um equipamento completa de guerreiro, além de uma belíssima armadura dourada, semelhante àquelas usadas pelos guerreiros da luz, com um leão estilizado em seu peito, dizem que essas armaduras escolhem seus usuários, Julliver então se aproximou da peça, mas nada aconteceu, Gnaltar fez o mesmo e a armadura começou a movimentar-se, num passe de mágica, o paladino estava vestindo a nova armadura.

 

Com isso, Crowtorn e seus arredores estava livres de uma vez por todas da ameaça da banshee, o grupo resolveu então seguir juntamente com McGrow para a terra da luz.

Categoria: Aventuras
Escrito por Julliver às 20h26
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A Banshee

 

Julliver, Michélios e Burian retornaram a Crowtorn após destruirem um gigante de pedra que havia sido transformado em zumbi. Segundo relatos de alguns habitantes daquela localidade conhecida como Crownhill, a resposável por essa e outras coisas estranhas que aconteciam na região era uma criatura conhecida como banshee. Julliver já tinha ouvido algumas lendas a respeito dessa criatura, que diziam respeito a seu grito aterrador, do qual, poucos mortais poderiam escapar, no entanto, como a noite já avançava, resolveram voltar para Crowtorn e deixar a caçada à banshee para o outro dia.

 

Exausto, o bardo adormeceu rapidamente, a noite parecia tranquila, mais que o normal, Entretanto, Julliver teve um estranho sonho: Michélios estava em seu quarto e silenciosamente ia em direção ao armário onde estavam as pedras negras que haviam ficado com o bardo. O elfo abriu o armário, lá dentro, um vórtice negro havia se formado, dentro do qual, Michélios entrou e desapareceu. Julliver então despertou assombrado, já era manhã, mas ainda muito cedo (principalmente para os padrões de Julliver), Phéollen ainda estava adormecida. Foi então que o bardo percebeu, a porta do armário estava entreaberta.

Não havia nada no armário além dos itens que já deveriam estar lá, e Julliver se sentiu aliviado por um momento, ao perceber que o saco de couro onde as pedras negras estavam ainda se encontrava lá, no entanto, abrir o saco, notou que cada pedra havia assumido um formato diferente, como se tivesse sofrido uma metamorfose, e o pior, haviam apenas quatro pedras, na noite anterior, em cinco!

Julliver tentou detectar os pensamentos de Michélios, como havia feito na noite anterior, mas nada encontrou, essa ação foi percebida por Gnaltar e Razel, o bardo então ouviu uma movimentação no páteo e rapidamente desceu até lá, encontrou Astoph cercado e ameaçando os guardas do quartel general, ao ver o bardo, o animal se acalmou, mas visivelmente, sentia a falta de seu dono, logo em seguida, Gnaltar e Razel apareceram, seguidos por Phéollen e Micaela.

Todos foram até o aposento ocupado por Michélios, obviamente, o elfo não estava lá, e nenhum dos seus pertences ou armamentos também, Julliver conhecia bem o elfo, e não acredita que o mesmo partiria por vontade própria deixando Astoph para trás, ficava claro que o desaparecimento do ranger estava ligado às pedras negras, isso ficou ainda mais nítido ao bardo, quando encontrou a quinta pedra negra, que havia desaparecido de seu quarto, no quarto de Michélios.

 

No dia anterior, Gnaltar havia interrogado os clérigos a respeito das pedras, na audiência em si, obteve poucas informações, mas após isso, foi procurado por um estranho clérigo, um elfo que não havia se manifestado durante a audiência.

O elfo o disse que as pedras estavam ligadas à uma divindade maligna conhecida como “Garnash” um deus totalmente estranho aos panteões conhecidos em todos os reinos até então, essa divindade se escondeu inicialmente numa máscara de bondade, para atrair seguidores, a líder de seu culto era Nadine de Lótus, maga poderosa e criadora da Ordem da Flor de Lótus.

Gnaltar seguiu relatando os acontecimentos do dia anterior, disse também que ao final da conversa, descobriu que o clérigo era na verdade, um espectro ou fantasma, provavelmente cumprindo uma última missão, e finalmente implorou que o paladino de Ghallan lhe desse o descanso eterno.

Goram, que já se encontrava por ali também disse que Spanderr, da terra da luz conhecia Nadine e poderia facilmente encontrá-la, caso fosse necessário.

 

Dessa forma ficava tudo mais claro Spanderr levaria a Nadine que poderia levar a Michélios, caso esse ainda estivesse vivo, mas Julliver lembrou que eles ainda tinham um assunto pendente em Crowtorn: A Banshee.

“Mas acredito que você ainda tenha mais um assunto pendente, certo, Julliver?” Disse Razel, o bardo então recordou o sonho da noite passada, onde Kiram entregava a ele o seu alaúde.

 

Foi fácil para Julliver conseguir outro alaúde, o instrumento que pertencia a Kiram não era dos mais ricos em detalhes, poucas pessoas perceberiam a diferença entre ele e qualquer outro, ainda mais naquele momento de tristeza e emoção.

O corpo de Kiram estava isolado do público a uma certa distância, seu alaúde repousava a seu lado, Julliver entrou com o falso alaúde pelos fundos do templo, deixando o instrumento entre duas colunas, pouco atrás do corpo de Kiram.

O bardo então se posicionou logo em frente do corpo e se dirigiu à todos os presentes, houve comoção entre todos os presentes quando Julliver, um jovem bardo vindo de terras distantes resolveu executar uma última canção em homenagem ao grande bardo Kiram, celebrado herói local.

Todos então ouviram atentamente a bela canção executada pelo príncipe de Edril, e ninguém percebeu que um alaúde silenciosamente se movia sozinho, a poucos centímetros do chão, em direção ao corpo de Kiram, alguns ouviram o barulho do alaúde de Kiram caindo no chão, mas ninguém fez menção de olhar ou fazer qualquer movimento antes que a música acabasse.

Ao terminar a canção, o bardo agradeceu a todos e se retirou, deixando a platéia ainda encantada, um clérigo percebeu que o alaúde havia caído ao lado do corpo e o colocou de volta em seu lugar, enquanto isso, Julliver saía pelos fundos do templo, com o verdadeiro alaúde de Kiram.

 

Aparentemente, o alaúde era um instrumento normal, uma obra prima, no máximo, bem inferior aos instrumentos de Julliver ou Phéollen, Gnaltar sugeriu que Julliver tocasse algo, com o intuito de verificar se algo aconteceria.

O bardo escolheu uma canção em especial, a bela canção que havia composto na noite anterior, quando Julliver começou a executar a música, todos os presentes sentiram como se algo muito poderoso estivesse para acontecer, o próprio sol parecia ter mudado de cor, porém, a canção não estava terminada e quando tocou o último compasso escrito, o efeito passou.

No entanto, Julliver percebia agora algo diferente no próprio instrumento, como se houvesse algo solto dentro dele, o bardo então arremessou o instrumento ao solo, que rapidamente se despedaçou, dentro dele, havia uma espécie de lente, da cor verde, Julliver então examinou os restos do alaúde e descobriu que na parte interna do instrumento, haviam sido gravados na madeira alguns compassos de uma melodia, que encaixavam perfeitamente na melodia composta por Julliver, entretanto, a música ainda estava incompleta.

 

Chegaram então à conclusão de que agora a única coisa que poderiam fazer para desvendar esse mistério seria revistar o corpo do próprio Kiram, o próprio Gnaltar sugeriu isso, e se a sugestão veio de um paladino tão dedicado, não poderia ser um sacrilégio.

Acompanharam o cortejo no fim da tarde, Kiram não seria velado no cemitério da cidade, ele possuía uma propriedade nos arredores, nessa propriedade ficava a cripta onde repousavam os outros membros da sua família.

O corpo foi depositado na cripta, os amigos então se dispersaram, acompanhando a multidão que seguia de volta a Crowtorn, no entanto, todos retornaram discretamente à cripta, a examinaram e não encontraram nada por fora, decidiram então invadi-la. Gnaltar fez então uma oração de penitência à Ghallan, pela violação do túmulo de um justo.

Goram abriu facilmente a pesada porta da cripta e todos começaram a vasculhar, haviam quatro esquifes na cripta, e aparentemente não havia nada na parte externa de nenhuma delas, nem em qualquer outro canto da cripta.

Julliver e Gnaltar se entreolharam, e aparentemente, o paladino já sabia o que deveriam fazer, resignado, Gnaltar voltou a fazer uma oração de penitência à Ghallan, dessa vez pela violação da própria esquife do morto. Goram, sem muita cerimônia, Abriu o esquife.

Nas primeiras tentativas, nenhum deles encontrou nada, nem no morto, nem na própria sepultura, até que Julliver decidiu colocar a lente encontrada no alaúde, dessa forma ele notou um discreto mecanismo instalado na pedra, acionando um botão, a própria pedra onde o cadáver repousava começou a elevar-se, embaixo dela, vários pergaminhos e itens pertencentes a Kiram.

Organizando a enorme quantidade de pergaminhos, Julliver rapidamente percebeu se tratar de um diário de Kiram, onde ele contava toda a sua busca pela “canção que poderia restaurar a vida”, aparentemente, essa canção havia sido composta por Vallina Drake, que foi rainha de Uslar e teria o poder sobre a vida e a morte, de certa forma, existia a possibilidade dessa música poder curar as vítimas da febre da morte, que desde a guerra contra Fellowog assombrava a população dos reinos, transformando pessoas em mortos-vivos.

Kiram já havia descoberto boa parte da canção, mas ainda havia uma parte, exatamente o final, que não havia sido descoberto, esse final estava provavelmente em um escrito de Vallina, conhecido como “O Tomo Vermelho”, era atrás disso que Kiram estava quando foi morto.

Os escritos de Kiram também mencionavam que a música deveria ser escrita com uma tinta e uma pena especial, que também se encontravam junto com os pergaminhos.

 

Segundo Razel e Goram, Vallina era filha do famoso mago Manterdillian Drake – ou Man Drake – Esse mago ainda era vivo, apesar de sua avançada idade, e mantinha contato frequentemente com Spanderr. Ficava claro agora que todos os caminhos levavam à Terra da Luz, tanto Nadine quanto Man Drake poderiam ser encontrados com a ajuda de Spanderr.

 

O grupo agora deveria decidir qual caminho seguir, Julliver sabia da urgência de encontrar Nadine, e tentar descobrir o que teria acontecido com Michélios, mas havia uma ameaça próxima a Crowtorn que não podia ser ignorada: A Banshee.

 

Decidiram então se separar: Goram e Razel seguiriam rapidamente à Terra da Luz, solicitar a ajuda de Spanderr enquanto o resto do grupo caçaria a banshee. Esses últimos seguiram até Crownhill, onde novamente interrogaram alguns habitantes, que novamente citaram a criatura que matava através do seu grito horrendo, bem como o antigo brejo das almas como o provável habitat da criatura.

(continua...)

 

Escrito por Julliver às 19h45
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27/12/2009


Vozes

 

Julliver e seus amigos chegaram a Crowtorn no fim da tarde, traziam o corpo do bardo Kiram que, em sua busca pelo conhecimento da vida e da morte, acabou perdendo a própria vida.

Traziam também os restos da criatura que havia denominado a si mesma como Tak, aquele espécime nunca antes havia sido visto e merecia ser estudado. E finalmente, os aventureiros traziam os fragmentos de uma pedra negra, de material e origem desconhecida.

Gnaltar e Julliver sentiam-se particularmente estranhos após o episódio da Fênix, mas ambos procuravam guardar aquilo para si, evitando dessa forma, causar preocupação aos demais, após entregar o corpo de Kiram para a preparação de seu funeral, todos partiram ao quartel general dos guerreiros da luz, onde deveriam descansar.

Durante a noite, Julliver acordou ouvindo vozes vindas de todos os lados, muitas dessas vozes pareciam estar dentro do quarto, mas só havia ele e Phéollen lá, o bardo então chamou pela elfa e perguntou se ela havia percebido as vozes, mas ela nada ouvia.

- Estou enlouquecendo? – Pensava o bardo, enquanto tentava se lembrar do que poderia ter acontecido de estranho em sua última aventura, o episódio da Fênix e as estranhas pedras negras eram as primeiras coisas que vinham à sua mente.

- Será que isso tem relação com aquelas pedras negras? - Julliver ouviu a voz de Pheollen dizendo isso.

- Você acha que as pedras tem alguma relação com isso? - Indagou o bardo.

- Espere! Como você sabe que eu estava pensando nas pedras? - Respondeu Pheollen espantada.

- Você disse, ué.

- De forma alguma, eu apenas pensei nisso, você está lendo meus pensamentos?

- Bem, como você pode ver, não estou utilizando música...

O caso agora ganhava contornos mais estranhos do que nunca, teria Julliver adquirido novos poderes? De onde provinham? Qual a sua extensão? Nada fazia sentido, tentou então voltar a dormir, mas teve muita dificuldade, pois as vozes continuavam em sua cabeça.

 

Após uma terrível noite de sono (ou de insônia), Julliver acordou de súbito com um grito de Pheollen, ao abrir os olhos, o bardo viu o olhar espantado de sua companheira na porta do quarto, todos os objetos leves do quarto estava flutuando e caíram naquele momento.

A elfa relatou que o quarto já estava assim quando ela abriu a porta, parece que o bardo havia descoberto uma nova habilidade.

 

Desceu então ao refeitório do quartel general, precisava sair ainda pela manhã, anteriormente havia encomendado novas armas: uma nova rapier e uma adaga, bem como uma nova armadura – um fino camisão de malha feita de mithral - e outros itens menores.

Agora Julliver percebia claramente que as vozes que ouvia eram na verdade os pensamentos de todas as pessoas que se encontravam no forte, após uma rápida conversa com Camille, o bardo partiu para o centro de Crowtorn, resolver a questão dos itens.

Ainda pela manhã, o bardo encontrou Gnaltar, este relatou que tinha percebido os mesmos sintomas que Julliver, desde que voltaram do encontro com Tak. A tarde, Julliver e Pheollen resolveram participar dos funerais de Kiram, Julliver não se sentiu bem, atribuiu isso ao cansaço e resolveu voltar ao quartel general para descansar.

O bardo dormia quando sentiu a presença de algo ao lado da sua cama, abriu os olhos e viu Kiram, este entregava a Julliver o seu alaúde, nesse momento o bardo sentiu como se estivesse acordando de um sonho, quando abriu os olhos estava sentado e de braços estendidos, então sua harpa, que se encontrava ao lado da cama, simplesmente voou para seus braços.

Então o bardo pode distinguir um estranho som vindo armário, no outro lado do aposento, Julliver se dirigiu até o armário e o abriu, pode observar então que o som vinha da sacola de couro onde se encontravam os fragmentos da pedra negra, ao pegar a sacola, o bardo percebeu que o som era na verdade, vozes em um idioma totalmente desconhecido, Julliver também ouviu um som que não parecia com nada que ele tivesse ouvido antes, um som de instrumento de cordas, mas não era um instrumento que ele conhecesse.

O bardo então começou a escrever uma música, não sabia exatamente de onde vinha a inspiração, mas precisava compor. Enquanto escrevia, Julliver sentiu a presença de mais alguém no quarto, olhando de relance, pode distinguir Kiram, esse estava com seu alaúde, o qual foi arremessado ao chão e se quebrou, mas quando olhou novamente, não havia nada lá.

A melodia ficou então, incompleta, faltava o final, mas a inspiração tinha passado, já era noite e Julliver não tinha sono, resolveu voltar ao funeral de Kiram, e ver se percebia algo.

 

A poucos quilômetros de Crowtorn, um elfo avançava velozmente noite adentro montado em um grande lobo, Michélios rumava em direção às fronteiras do reino da luz, pois havia recebido o pedido de socorro de um velho amigo.

Michélios poderia ter acampado em qualquer lugar, mas preferiu apertar o passo e chegar a Crowtorn, passando a noite lá, afinal, a guerra dos mortos já havia chegado ao fim, quase um ano havia se passado, mas as estradas ainda não estava seguras.

Michélios e Astoph chegaram à uma pequena encruzilhada, um estrada secundária partia da principal rumo ao vilarejo de Crownhill, o elfo sentiu uma brisa gélida emanando da direção do vilarejo, como se a própria vegetação ao longo do caminho estivesse oprimida, não havia dúvidas, havia um grande mal lá.

Mas outra coisa chamou a atenção do elfo, alguns rastros na estrada principal, criaturas humanóides e um dragão! A grande criatura havia pousado na estrada, andando alguns metros, e decolado novamente, possivelmente em direção a Crowtorn.

Michélios e Astoph então apertaram o passo em direção à cidade, andando alguns metros, encontraram uma carroça tombada, o cavalo havia morrido, mas não haviam outros corpos no local, e parece que tudo havia sido levado, não demorou para encontrarem rastros e, seguindo os rastros, puderam ver ao longe uma criatura seguindo a estrada, sem se preocupar em fazer muito barulho, era um anão.

O elfo saiu da estrada e seguiu ao lado dela, entre a vegetação, ultrapassou o anão e se posicionou logo a frente dele, sem ser percebido.

Rapidamente, Michéleos saltou da vegetação, apontando seu arco para o desconhecido e o interrogando, descobriu que o anão era, na verdade, um clérigo dos cavaleiros brancos, que seguia até Crowtorn para participar dos funerais de Kiram, havia sido atacado por mortos-vivos e perdido a sua carroça, logo atrás. Seguiram então juntos para a cidade, em busca de uma estalagem para passar a noite.

 

Julliver se aproximou do corpo de Kiram, notando que o alaúde estava ao seu lado, mas não pode observar nada que chamasse a sua atenção no objeto ou no corpo, quanto às vozes, o bardo aos poucos se habituava com o novo dom, as vozes já não chamavam mais tanta atenção, mas em meio à multidão, ouviu uma voz bastante conhecida, de alguém que não via a um bom tempo.

- Malditos orcs! Agora estão em toda a parte! - Pensava Michélios enquanto saía da taverna, não havia conseguido um quarto, pois a cidade estava cheia, pessoas de todo o reino tinham vindo para Crowtorn, acompanhar os funerais do famoso bardo Kiram, um dos orcs que se encontravam na estalagem lhe ofereceu a sua casa, mas dormir na habitação de um orc definitivamente não era algo que o elfo faria, mesmo em extrema necessidade.

- Sempre mal humorado, elfo! - disse uma voz.

- Michélios olhou para todos os lados mas as rua estava vazia.

- Quem é você e porquê se esconde?

- Já não conhece mais a minha voz, elfo? - Agora Michélios pode reconhecer a voz de Julliver, seu antigo aliado – Eu estou aqui, atrás de você.

Mas Michélios não via ninguém, por um momento, acreditou que pudesse ser um truque de algum inimigo, se passando por Júlliver, este se divertia fazendo o elfo prourá-lo pelos becos de Crowtorn, até que pediu a Michélios que seguisse até o templo, e o encontraria lá.

Julliver e Michélios se encontraram em frente ao templo, rapidamente colocaram em dia os assuntos, contando as aventuras pelas quais passaram nos últimos meses, depois apareceram Razel e Goram, que estava acompanhado de outro ogro, uma fêmea, Julliver precisava conversar com Razel a respeito do que estava lhe acontecendo, marcaram de se encontrar no outro dia, então.

O bardo e o elfo seguiram então para a taverna, onde encontraram com Burian, o clérigo anão que Michélios havia encontrado na estrada, ambos relataram as estranhas sensações que tiveram na encruzilhada de Crownhill, Julliver sugeriu então que eles investigassem.

Partiram os três então para Crownhill, juntamente com Astoph, o lobo de Michélios, Wirdax esperava eles do lado de fora das muralhas, o elfo e o anão ficaram assombrados ao ver o dragão e descobrir que as pegadas na estrada pertenciam a ela.

Julliver e Wirdax seguiram pelo alto até a encruzilhada, mas não viram nada de estranho no caminho, aguardaram a chegada dos outros e seguiram caminhando pela estrada até Crownhill.

A primeira casa que encontraram pelo caminho estava aparentemente abandonada, a porta estava derrubada e Michélios pode perceber que haviam rastros saindo da casa e correndo em direção à vegetação, como se fugissem de algo.

Michélios e Julliver entraram na casa, o bardo nem percebeu, mas o elfo viu de sobressalto uma criatura vinda de um dos cantos da casa, ainda foi rápido o bastante para atirar, mas a flecha passou pelo corpo translúcido da criatura sem afetá-la, Michélios sentiu o toque gélido da criatura e recuou enfraquecido, sentindo como se a sua própria vida fosse sugada pela criatura.

Wirdax ainda colocou sua cabeça enorme pela porta da casa, mas hesitou em dar o seu sopro, Julliver provavelmente escaparia, mas Michélios parecia abalado. Foi então que Burian apareceu, se espremendo por baixo do pescoço do enorme dragão, o clérigo apontou o seu símbolo sagrado para o fantasma e entoou uma prece, a criatura então soltou um grito horrendo e desapareceu.

Os aventureiros vasculharam a casa e não encontraram nada de mais, resolveram então, seguir até o vilarejo, no caminho encontraram rastros de uma criatura enorme, Julliver se lembrou então do gigante de pedra que havia sido encontrado morto alguns dias atrás por ele e pelos guerreiros da luz.

Não foi preciso andar muito para encontrar a criatura, era mesmo um gigante de pedra, mas não parecia vivo, devorava algo, talvez um animal ou mesmo um ser humano, como não haviam sido percebidos, Julliver traçou então o plano de ataque, Michélios e Wirdax ficariam na cobertura a distância, o elfo poderia atacar de lá e Wirdax poderia se aproximar rapidamente em caso de emergência, o bardo protegeria o clérigo enquanto esse se aproximaria da criatura, Julliver também decidiu que eles não deveriam simplesmente expulsar a criatura, e sim, destruí-la, para evitar que voltasse a causar estragos.

Julliver havia conseguido um óleo em Crowtorn, que, segundo o comerciante, havia sido abençoado por um paladino e tinha um efeito enfraquecedor contra mortos vivos, decidiu testar esse óleo, pois havia embebido alguns virotes com o mesmo, Michéleos e Julliver atiraram ao mesmo tempo, apesar da distância, o tiro do elfo foi preciso e penetrou a dura couraça do gigante, o tiro de Julliver causou pouco dano, mas foi ainda mais fatal quando o óleo começou a fazer efeito e enfraquecer a criatura.

Surpreendida, a criatura levantou-se e procurava por seus agressores, mas estes já estavam preparados para uma nova carga de ataques, Burian havia conjurado um elemental do ar, uma espécie de tornado surgia em frente do gigante e o atacava, Michélios preparou a segunda carga de tiros, dessa vez foram quatro flechas de uma só vez, todas acertaram o seu alvo, a besta envenenada de Julliver também contribuía para a derrocada do monstro, então Wirdax atacou com seu sopro e finalmente, uma nova bateria de flechadas de Michélios deu fim à criatura.

Apareceram então alguns aldeões, contando que o monstro havia aparecido a cerca de duas noites, e que, segundo acreditavam, aquilo era obra de uma banshee, Julliver já havia ouvido lendas a respeito dessas criaturas, que drenavam a energia vital de suas vítimas até transformá-las em mortos vivos, poucas pessoas sobreviveram ao grito da banshee.

Burian tentou estabelecer alguma conexão com a criatura utilizando seus poderes de vidência, mas a conexão foi interrompida por algo muito poderoso, decidiram então, voltar a Crowtorn, para decidir o que fazer, talvez com a ajuda dos guerreiros da luz.

 

 

Escrito por Julliver às 19h30
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